Banqueiros, industriais e executivos do setor de tecnologia ouvidos pelo PlatôBR já esperam uma mudança nas relações com companhias americanas após a classificação do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. 

Nas renovações de contratos, aditivos ou assinatura de novos negócios são esperadas cláusulas que tratem do tema terrorismo e eventuais penalidades para o caso das empresas brasileiras terem qualquer relação, direta ou indireta, com as duas organizações criminosas. 

Bancos e companhias de diversos setores analisaram a possibilidade de criar um sistema de dados com empresas e pessoas físicas com potenciais riscos de envolvimento com o CV e com o PCC, mas encontraram obstáculos jurídicos para tirar a ideia do papel, diante da necessidade de garantias legais, por meio de uma condenação, para comprovar essa relação.

Por fim, os executivos temem que essas obrigações impliquem aumento de custos diante de novas obrigações que possam ser impostas.