O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,58% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 12, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado é o maior para o mês desde 2021 e ficou acima do consenso do mercado, que esperava uma elevação de 0,55%. 

Com o resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses encerrados em maio ficou em 4,72%, acima do teto da meta de 4,5%. Caso o IPCA fique acima do teto da meta por seis meses consecutivos, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, é obrigado a escrever uma carta para explicar os motivos do descontrole de preços. 

E o risco de que isso ocorra não é desprezível diante do fato de que o El Niño será uma realidade na segunda metade do ano, com risco de o fenômeno climático atingir uma alta intensidade e afetar o preço dos alimentos. 

“O cenário inflacionário segue preocupante para o Banco Central, que deve encerrar o ciclo de corte de juros na reunião da semana que vem. Além da preocupação com a inflação corrente, também influenciam o fim do ciclo de corte de juros o cenário externo mais complexo e expectativas de inflação em alta”, afirmou o economista Leonardo Costa, do Asa.