O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu em Brasília, ao longo da última semana, uma romaria de empresários e representantes de entidades setoriais em busca de mudar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. 

Os pedidos vão desde a previsão de regimes especiais para determinadas categorias que já seriam definidas na PEC, até a exclusão de setores essenciais da redução da jornada de trabalho. Nesses casos, ficariam de fora da redução de jornada os setores da saúde, educação, alimentação, transporte público, aviação, segurança e construção civil. 

Essa alternativa foi cogitada durante a tramitação da PEC na Câmara dos Deputados, como mostrou o PlatôBR. O relator na casa, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), estudou acolher em seu parecer as sugestões para que atividades e setores essenciais não fossem atingidos pela mudança na jornada de trabalho. Essa medida, entretanto, não ganhou apoio do governo.

No Palácio do Planalto, inclusive, já há quem defenda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva suba o tom contra Alcolumbre para que ele acelere a tramitação da PEC. O presidente do Senado não encaminhou o texto para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para que o debate finalmente comece.