Enquanto o presidente Lula participa nesta semana na França da reunião do G7 com um discurso de defesa do multilateralismo e sem a certeza de que terá uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a indústria calcula os prejuízos do novo tarifaço americano aos produtos brasileiros.
Estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgado nesta segunda-feira, 15, mostra que, com o novo tarifaço, 31,6% das exportações brasileiras aos Estados Unidos terão uma sobretaxação de 37,5%, o que representa um aumento de 27,5 pontos percentuais em comparação à tarifa atual de 10%. Os cinco produtos mais impactos com a tarifa de 37,5% são ferro gusa não ligado, açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira padrão de pinho.
O documento também mostra que outros 3,6% das exportações terão um aumento de 10% para 12,5%, um acréscimo de 2,5 pontos percentuais. Os cinco produtos mais impactados com a tarifa de 12,5% são minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas, lajes de quartzito, óleos essenciais de frutas cítricas de laranja, silício e pasta de madeira química, sulfato ou soda.
Ao todo, 35,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão sujeitas às novas tarifas. Ao considerar também as medidas setoriais da Seção 232 já em vigor, a parcela das exportações brasileiras submetidas a alguma taxação adicional podem chegar a 54,1%.