Pré-candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo recorre a trechos do romance Romeu e Julieta, de William Shakespeare, para falar da aproximação que vem tendo com a pré-candidata ao Senado do PT, Marília Campos, para a formação da chapa. Ele diz que os dois já estão “enamorados” e que, agora, só faltam as famílias aceitarem o romance.

Esse foi um jeito bem humorado que Azevedo arrumou para se referir à costura de alianças do MDB com a federação formada pelo PT, PV e Rede e com o União Brasil. “Nossas famílias precisam aprovar e agora a bola está com o PT. Eu espero que Marília não morra envenenada e que eu não tenha uma ataque do coração”, brincou, falando da espera da resposta do PT à união. 

A aliança conta com apoiadores próximos de Lula. Durante um evento em Minas Gerais, o ministro Alexandre Padilha teria passado ao emedebista a informação de que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, saiu “encantado” do encontro com Gabriel. Outro cabo eleitoral de peso entrou no jogo. O empresário Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro e amigo de Lula, passou a se intitular “padrinho político” de Azevedo.

Na busca do vice, o emedebista tem nesta semana um encontro marcado com o Danilo de Castro, político tucano mineiro, que é pai do deputado federal Rodrigo de Castro, atual presidente do União Brasil no estado. “Estou em busca de uma chapa ampla”, disse o pré-candidato ao governo.