Romeu Zema não demonstra qualquer incômodo com as críticas que vem recebendo de setores do Novo e, principalmente, de integrantes do PL em razão de declarações sobre Flávio Bolsonaro.

Nessa segunda-feira, 22, durante evento da CNI, em Brasília, o ex-governador de Minas, como a coluna noticiou, voltou a alfinetar, sem citar nomes, a relação do adversário com Daniel Vorcaro. “Moro na mesma cidade do banqueiro bandido. Mas nunca me encontrei com ele. Ele nunca sequer me pediu audiência. Assombração sabe para quem aparecer”, afirmou.

Horas depois, em um jantar reservado com empresários, Zema reforçou o recado ao defender que o Brasil precisa de “um presidente sem rabo preso e com credibilidade”. “Um líder desacreditado e sujeito a chantagens não consegue atuar como deveria”, comentou.

Zema não pretende transformar Flávio em alvo permanente da pré-campanha e garante que a direita estará unida em eventual segundo turno contra Lula. Mas tampouco demonstra arrependimento pelas posições adotadas até aqui. A interlocutores, repete que entrou na política para “ser e fazer diferente”.

Nos bastidores, Zema também tem insistido na frustração com o episódio envolvendo Vorcaro. Segundo ele, Flávio Bolsonaro e lideranças do PL asseguraram ao Novo que não havia qualquer relação com o banqueiro.

“De certa forma, puxaram o nosso tapete. E ainda não sabemos o que vem pela frente”, costuma dizer. PL e Novo estão juntos, por exemplo, em estados do Sul e em Goiás.