Lula se atrapalhou com as datas ao mencionar Sérgio Cabral durante agenda política nessa segunda-feira, 22, no Rio de Janeiro.

Ao citar os apoios de seus governos ao estado, o presidente afirmou:

“Não esqueço nunca do meu primeiro discurso aqui, na campanha de 2002, quando estava disputando o segundo turno. Disse ao Sérgio Cabral: não faltará recurso do governo federal para ajudar o Rio a sair do lamaçal em que se encontrava.”

Na verdade, em 2002 Cabral foi eleito senador.

A parceria entre Lula e Cabral começaria, de fato, quatro anos depois, e não de imediato.

No primeiro turno de 2006, Lula apoiou o então candidato ao governo do Rio pelo PT, Vladimir Palmeira, e flertou com Marcelo Crivella, que disputava pelo PRB. Cabral, candidato do PMDB, não tinha apoio formal do PT.

Somente no segundo turno daquele ano, a relação entre Lula e Cabral “deu liga”, e Cabral, estimulado pelo petista, derrotou Denise Frossard, do PPS, que tinha o apoio do então tucano Geraldo Alckmin.

Cabral costuma dizer que Lula cumpriu todos os compromissos com o Rio e foi decisivo para que a capital fluminense sediasse os Jogos Olímpicos de 2016.

De lá para cá, ambos chegaram a ser presos e soltos. Cabral teve penas reduzidas. Lula teve condenações anuladas, voltou ao Planalto e lidera as pesquisas de intenção de voto para uma nova reeleição.