A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) foi às redes sociais para expor uma guerra fratricida por verba de campanha do PSOL. Ela acusa o partido de descumprir acordos sobre a distribuição do dinheiro e questiona os critérios adotados. O pano de fundo dessa disputa passa pela estratégia da legenda para garantir uma fatia maior do fundo partidário e pela promessa de que haveria um investimento maior na campanha da deputada, principal “puxadora” de votos para o PSOL em São Paulo.
Erika Hilton reclama essa condição, que lhe daria direito de ter uma fatia maior dos recursos. Diz ainda que teria assumido o compromisso de se manter no PSOL para para que o partido a não seja punido pela chamada cláusula de barreira – pelas regras eleitorais, as siglas precisam atingir um determinado patamar de votos para fazer jus ao fundo partidário e ao horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
Antes desse combinado, a deputada chegou a ensaiar uma migração para o PT, uma possibilidade que, segundo integrantes do próprio partido, seguirá valendo após a posse dos novos deputados, em 1º de fevereiro do próximo ano.
Sem mencionar valores, Erika Hilton se queixa, por exemplo, do fato de o presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, ter o mesmo volume de verba que ela para investir em sua candidatura a deputado federal em São Paulo. A parlamentar, que será candidata à reeleição, também reclama que a ex-deputada gaúcha Manuela D’Ávila, recém-filiada ao PSOL e pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, tem a previsão de receber mais que o dobro do volume de recursos destinado à sua campanha.
O PSOL reagiu às queixas. Em nota, afirmou que a distribuição dos recursos ainda será votada nas instâncias partidárias, mas que a campanha de Érika Hilton é o “maior investimento entre todas as candidaturas proporcionais do partido, diante do limite de recursos disponíveis e da necessidade de financiamento das demais candidaturas, tanto majoritárias quanto proporcionais”.