Petistas graduados têm elevado o tom, nos bastidores, contra a decisão de Jaques Wagner, alvo da PF no caso Master, de permanecer na liderança do governo.

Nesta quarta-feira, 24, Lula e Jaques devem se encontrar em Brasília.

Um deputado do PT disse à coluna que o senador “já constrangeu demais” o presidente ao anunciar que continuaria no cargo e ao afirmar que uma eventual saída dependeria de decisão do Planalto.

A avaliação predominante no partido é que Wagner não deve sofrer grandes danos eleitorais na Bahia, onde busca a reeleição ao Senado e onde adversários também aparecem associados ao escândalo.

O problema está na disputa presidencial. A insistência em permanecer na função contaminou a campanha de Lula e enfraqueceu o esforço do governo para controlar a narrativa do caso Master.

O que se diz em Brasília é que o egoísmo do “amigo pessoal” de Lula já tem alto custo político.