O presidente Lula aproveitou o dia vazio em função do jogo do Brasil na Copa do Mudo para encaminhar a montagem de seu palanque em Minas Gerais. A decisão inclui um sacrifício. Lula quer a petista Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, como cabeça de chapa após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB).

Há mais de um ano Marília vem resistindo a essa pressão. No final de 2025, quando Pacheco ainda estava nos planos de Lula, ela chegou a ser abordada pela então ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), em reunião no Palácio do Planalto, sobre a possibilidade de ser a candidata ao governo.

Resistiu dizendo que Pacheco era o candidato de Lula e o dela também. Após a desistência do senador, ela passou a se aproximar do candidato do MDB mineiro, Gabriel Azevedo, com a intenção de formar uma chapa com ele para o governo e ela para o Senado. Mas Lula não gosta da ideia.

Cleitinho lidera
Entre os pré-candidatos ao Senado de Minas, Marília tem o melhor desempenho nas pesquisas. Aceitar o pedido de Lula poderá significar um sacrifício dentro de um cenário ainda confuso na corrida ao governo de Minas.

Até o momento, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é o favorito nas pesquisas, mas ele ainda não anunciou se será candidato. Cleitinho apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa pela Presidência da República.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece em segundo lugar, mas as conversas com o PT não prosperaram.