O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor de Política Econômica da instituição, Paulo Picchetti, tentaram nesta quinta-feira, 25, explicar a trapalhada na comunicação da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que reduziu os juros para 14,25% ao ano.
Eles falaram durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária. Primeiro, Picchetti afirmou que o texto do BC foi classificado como confuso pelo mercado porque não sinalizou o que fará na próxima reunião. Ele disse também que o BC não pretende alongar o horizonte relevante da política monetária para 2028.
“A gente optou pela transparência, porque era uma decisão que tinha de ser bem qualificada. E a gente achou que essa reação vinha no sentido de ser claro demais; e, na verdade, teve uma reação no sentido de falar que foi bastante confuso”, disse Picchetti. O diretor do BC ainda afirmou que o ciclo é de calibração, o que acomoda alguns, mas a redução dos juros e o tamanho total será determinado pela evolução das informações.
Em seguida, Galípolo reconheceu que trechos da comunicação geraram interpretações divergentes e afirmou que houve excesso de explicação em um espaço limitado. “Talvez tenha sido o caso de tentar explicar demais em um comunicado que é necessariamente conciso”, disse.
Além disso, ele afirmou que o BC tem o direito de decidir se sinaliza ou não os próximos passos da política monetária. “Você pode ser mais claro no comunicado, sem precisar comunicar o que você vai fazer para a frente, o que não seria adequado fazer agora”, afirmou.