Apesar do “não” dito por Marília Campos (PT-MG) ao presidente do PT, Edinho Silva, ao “convite” de Lula para que ela seja candidata ao governo do estado, membros do grupo político da ex-prefeita de Contagem não acreditam que haverá uma imposição por parte do PT.
De acordo com o professor João Batista dos Mares Guia, aliado de Marília, o atraso do PT nacional na definição do palanque mineiro tira da legenda o direito de intervir no estado para forçar a desistência da ex-prefeita à sua candidatura para o Senado. Ele lembra que o partido aguardava a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), antes preferido por Lula como candidato ao governo.
“O PT Nacional errou ao nos manter inertes durante mais de um ano sob a garantia de que o Rodrigo Pacheco seria o candidato”, disse Mares Guia ao PlatôBR. “Então não tem, não tem essa hipótese”, enfatizou.
Passa para outro
O grupo político de Marília tenta jogar a tarefa para o deputado federal Reginaldo Lopes, que tem planos de se reeleger para a Câmara. Lopes participou da reunião com Lula e Edinho na semana passada que decidiu por ter um petista encabeçando a chapa.
Como credencial para a candidatura, ele exerce o sexto mandato de deputado federal. “Reginaldo Lopes é um nome que unificaria o partido”, defendeu Mares Guia. “Se inventarem um nome de última hora dentro da tese da candidatura própria vai ser o caos”, disse.
No sábado, véspera do encontro com Edinho, Marília viajou para o norte de Minas com o pré-candidato do MDB ao Palácio Tiradentes, Gabriel Azevedo, a quem chamou de “meu governador”. Ela trabalha por uma frente ampla reunindo PT, MDB, PSB e outras legendas. Mares Guia, no entanto, indica que, se o PT optar pelo nome de Lopes, o partido como um todo abraçará a candidatura. “Se for a candidatura própria, gostando ou não gostando, essa é a posição que todo mundo vai tomar”, disse.