Além de São Paulo, onde a disputa se polarizou a ponto de a eleição poder ser decidida já no primeiro turno entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), há outro estado estratégico para a corrida nacional com cenário semelhante: Pernambuco.

Por lá, apenas dois candidatos aparecem como competitivos: a governadora Raquel Lyra (PSD), que tenta a reeleição, e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

A disputa segue apertada, mas, neste momento, Raquel aparece com leve favoritismo. Adversários de João avaliam que ele entrou cedo demais no clima de “já ganhou”, enquanto a governadora intensificou a agenda pelo interior e conseguiu assumir a dianteira.

Ainda assim, lideranças locais afirmam que a eleição permanece completamente aberta.

Lula garante o apoio a João Campos, presidente do partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas evita fechar as portas para Raquel Lyra. Nos bastidores, há quem aposte que o presidente continuará acenando aos dois lados e, para evitar desgaste, acabará não subindo no palanque de nenhum dos candidatos em Pernambuco, sua terra natal.