A improvável reconciliação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a aprovação de matérias de interesse do governo, entre elas, a proposta de emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho, deixou de ser uma preocupação prioritária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Candidato à reeleição, Lula concentra a agenda em eventos com o máximo possível de entregas de seu governo até o próximo sábado, 4 de julho, data limite estipulada pela legislação eleitoral para inaugurações, lançamento de programas e outras atividades oficiais que possam impactar nas urnas.
A partir do dia 4 também fica proibida a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. A regra é válida para as esferas federal, estadual e municipal em ano de eleições e busca evitar a autopromoção e o uso da máquina pública para fins eleitoreiros.
Como se estivesse em um jogo da Copa do Mundo, o petista tenta mostrar serviço até os 45 minutos do segundo tempo. Nesta quarta-feira, 1º, Lula entregou obras na Bahia e na quinta, 2, participará de eventos em municípios do Ceará, como Quixeramobim, com a inauguração de trechos da Transnordestina, Jaguaribara e Juazeiro do Norte.
Na correria para apresentar os feitos do governo, na sexta-feira, 3, o presidente fará uma sequência de cerimônias no Palácio do Planalto, envolvendo três ministérios: Saúde, Educação e Cidades.
Pelo planejamento da campanha, o lançamento oficial da candidatura de Lula à reeleição será no dia 2 de agosto, quando o PT fará a convenção do partido, em São Paulo.