Apesar da definição de lançar candidatura própria do PT ao governo de Minas Gerais, tomada na reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a bancada mineira há mais de uma semana, o partido ainda não tem o nome para encabeçar o palanque do petista no estado. Até o momento, dois “nãos” foram dados ao presidente.

O primeiro foi do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que não aceitou o convite de Lula para disputar o governo no segundo maior colégio eleitoral do país. A petista Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e líder nas pesquisas para o Senado, também se recusou a mudar de planos e partir para o sacrifício de uma candidatura ao executivo estadual.

Agora, as apostas recaem sobre o deputado Reginaldo Lopes (PT), que planeja disputar a reeleição e, por ser bem votado no estado, puxar votos para a bancada da Câmara. Aliados de Lopes já indicam que ele também dirá não ao presidente. “Estão querendo, mas ele não topa”, disse ao PlatôBR um petista bastante próximo ao deputado.

Lopes é apontado pelo grupo político de Marília como o único capaz de unir o PT e os partidos de esquerda na campanha para o governo de Minas Gerais. Ele participou da reunião com Lula que definiu pela candidatura própria, defendeu essa tese, mas esperava que Marília cedesse às pressões feitas pelo partido.