A definição da chapa do campo da esquerda que disputará a eleição em Minas Gerais deverá ser decidida até a próxima semana e, com a recusa da ex-prefeita de Contagem de Marília Campos (PT) em encabeçar a chapa, a tarefa deverá ficar com o deputado Patrus Ananias (PT).

De acordo com petistas da cúpula do partido, Patrus deu sinais de que aceitará se candidatar, no entanto, ainda aguarda uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de bater o martelo. Se Patrus for confirmado, será a terceira opção de Lula, depois das recusas do senador Rodrigo Pacheco (PSD) e de Marília.

A ex-prefeita de Contagem está confirmada como pré-candidata ao Senado, após resistir à pressão feita pela bancada federal mineira para que ela desistisse desse projeto.

Petistas que agora querem Patrus candidato ao governo dizem que ele chega a pontuar melhor que Marília e, também, que o pré-candidato do MDB, Gabriel Azevedo, em pesquisas internas encomendadas pelo partido.

Diante disso, o PT investe agora em tentar convencer Azevedo a aceitar a vaga vice de Patrus ou ainda atrair o PSB, que lançou o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior ao governo na semana passada. A costura terá que ser arrematada na conversa com Lula. 

Patrus foi prefeito de Belo Horizonte (1993 a 1996), ministro do primeiro governo Lula (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e do segundo governo Dilma Rousseff (Desenvolvimento Agrário).

Enquanto a reunião com Lula não acontece, Patrus segue em sua agenda pelo estado como candidato a reeleição para a Câmara dos Deputados. Nesta semana, ele participará de eventos em Montes Claros, no norte, e em Bocaiuva, sua cidade natal.