Petistas de Minas Gerais esperam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha uma conversa nesta quarta-feira, 14, com o deputado Patrus Ananias (PT) para bater o martelo sobre o palanque no estado. O plano de lançar Patrus como cabeça de chapa, no entanto, envolve um risco forte de isolamento do partido no segundo maior colégio eleitoral do país.

Enquanto Lula demora na definição da estratégia em Minas Gerais, legendas que poderiam fazer alianças com o PT traçaram suas estratégias. O MDB não quer nem ouvir falar de qualquer composição com Gabriel Azevedo, nome do partido para disputar o governo, em uma vaga que não seja cabeça de chapa.

O emedebista, que já recebeu apoio de Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem e pré-candidata petista ao Senado, já trabalha com o lançamento de seu plano de governo e vem buscando seu vice em um leque amplo de legendas.

Azevedo mantém conversas com as siglas que estão entre as possíveis aliadas do PT no estado, como o PSB, que lançou o ex-procurador-geral de Justiça do estado Jarbas Soares Júnior como pré-candidato.  

Lula recebeu sonoros “nãos” este ano de políticos que ele gostaria de ver encabeçando seu palanque à reeleição em Minas. O senador Rodrigo Pacheco (PSD) foi o primeiro. Depois, Marília não aceitou a imposição de desistir da candidatura ao Senado para encarnar a candidatura petista ao governo.