O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), intimou os presidentes dos 21 partidos que possuem representação na Câmara e no Senado a responderem sobre como fazem a indicação de emendas parlamentares. A decisão ocorre após ao presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, dizer que é “natural” que os chefes das siglas orientem a destinação desses recursos. Valdemar é investigado pela Polícia Federal, pela suspeita verbas de 21 emendas.

A intimação atinge os presidentes das seguintes legendas: Avante, Cidadania, MDB, Missão, NOVO, PCdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, REDE, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. Eles têm 10 dias para responderem as seguintes questões:

– Se o presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares;

– Em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência;

– A quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização;

– O fundamento jurídico-normativo que embasa a prática;

– O instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares);

– O procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos.