Em meio a crises e ruídos na pré-campanha, ainda sem definir um nome para a vaga de vice e sem conseguir avançar nas alianças, Flávio Bolsonaro decidiu repetir o pai ao levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas.

Em reunião com representantes diplomáticos, o pré-candidato do PL disse, nessa terça-feira, 21, que o Brasil comprou urnas de uma empresa venezuelana, informação que voltou a ser negada pelo TSE.

A declaração pegou aliados de surpresa. Quatro parlamentares do PL ouvidos pela coluna, sob condição de anonimato, disseram que o tema não foi tratado internamente e que ainda não entenderam por que Flávio decidiu trazer as urnas, mais uma vez, para o debate às vésperas do início oficial da campanha.

A pré-campanha de Flávio já divulgou duas notas para negar que o senador tenha questionado o sistema eleitoral brasileiro. Em uma delas, argumenta que o convite para a presença de observadores internacionais “segue uma prática adotada em diversas democracias e reforça a transparência”.