Pré-candidato ao governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, o ex-presidente de Recife João Campos fez uma pausa na pré-campanha para se reunir em Brasília com integrantes do partido com o objetivo de contornar movimentos que atravessam a aliança do PSB com o PT. As resistências ocorrem principalmente em dois estados.
Em Pernambuco, parte do PT faz críticas públicas a Campos e se posiciona contra o apoio do partido à sua candidatura, mesmo após a confirmação do senador Humberto Costa (PT) para tentar mais um mandato em uma vagas da chapa. As divergências com o ex-prefeito levaram ao pedido de licença do presidente do PT de Recife, Osmar Ricardo, que vai fazer campanha pela reeleição da governador Raquel Lyra (PSD).
Em Minas, uma ala do PSB insiste na candidatura própria de Jarbas Soares, ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, ligado ao senador Rodrigo Pacheco (PSB). Esse grupo alega que o PSB de Minas é sempre enquadrado para satisfazer a vontade do PT e relembra as eleições de 2018, quando o partido abriu mão da candidatura do ex-prefeito Marcio Lacerda para apoiar a reeleição do então governador Fernando Pimentel (PT). Nessa disputa, Pimentel foi vencido por Romeu Zema (Novo).
O impasse impediu que PT e PSB fechassem o acordo para a vice do petista Patrus Ananias em um jantar na noite de terça-feira, 21. Campos tem dito, segundo interlocutores, que não é momento de construir candidaturas e sim de fortalecer alianças. Além disso, a orientação é pela formação de alianças que contribuam para o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tendo como vice, Geraldo Alckmin, prioridade nacional da legenda.

