Flávio Bolsonaro chegou à convenção do PL, no último sábado, 25, emparedado e desgastado.
O que mais preocupava era a relação com a madrasta, Michelle, que, às vésperas do evento, gravou um vídeo perdoando o enteado.
O ideal seria a presença dela na convenção. Mas a gravação, enviada com uma mensagem de apoio, foi considerada suficiente para acalmar a situação.
Era preciso, então, produzir fatos novos. E a campanha avalia que conseguiu, com a presença de Javier Milei, presidente da Argentina.
No discurso, Milei fez ofensas a Lula e a Alexandre de Moraes, que ocuparam o noticiário e provocaram reações do governo Lula. O chanceler Mauro Vieira reagiu, e o embaixador brasileiro em Buenos Aires foi convocado.
“Morderam a isca. Milei é louco? É. Todo disruptivo tem um pouco de loucura. O mundo está bizarro assim. Mas ele fez barulho e tirou a situação com a Michelle do meio. E mais: o governo pode reagir, mas metade do país tem ódio de Alexandre de Moraes”, comentou com a coluna um parlamentar do PL bastante próximo de Flávio.

