Geraldo Alckmin foi escalado pela equipe de comunicação da campanha à reeleição de Lula para intensificar o tom que será adotado na reta eleitoral.
O candidato a vice testou esse discurso na convenção nacional do PSB, em Brasília, na semana passada.
Ao lado de Lu Alckmin, com o estilo sereno que o caracteriza, ele contou causos, antes de rebater ponto a ponto o slogan “Deus, pátria, família e liberdade”, associado ao clã Bolsonaro.
Disse que “Deus é amor” e que “não se pode usar o nome de Deus em vão”. Afirmou que “pátria não é entreguismo”. Em seguida, sustentou que não se pode falar em família diante das milhares de mortes na pandemia de Covid. E concluiu dizendo que não faz sentido “falar em liberdade querendo derrubar a democracia”.
Foi nesse contexto que soltou a frase que repercutiu em toda a imprensa:
“Quem não acredita na democracia não deveria disputar eleição.”
Na sequência, Alckmin passou a explorar a economia. Ignorou o imbróglio fiscal e exaltou os indicadores de renda, emprego e crescimento econômico.
Aventurou-se a defender a reforma tributária, apesar das dúvidas, críticas e regulamentações ainda pendentes. Enalteceu, principalmente, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e provocou os Bolsonaro:
“Eles tiraram imposto para arma e jet ski.”
Com Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação, sentado logo atrás e demonstrando aprovação, Alckmin encerrou com um brado descrito por aliados como um estilo de “avô”, que será explorado na campanha:
“O que anda para trás é caranguejo. Vamos para frente. Lula presidente.”

