Aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que a acusação de estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar, escolhido para vice na chapa presidencial, pode levar à reedição do caso Escola Base.

Em 1994, donos e funcionários de uma escola infantil em São Paulo foram falsamente acusados de abuso sexual contra crianças. O episódio é considerado um dos maiores erros judiciais e midiáticos da história do Brasil.

Nas últimas horas, após a confirmação de Gaspar como vice de Flávio, o STF deu sinais de que pretende acelerar a apuração. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) foram notificados para complementar informações consideradas necessárias ao prosseguimento do inquérito que investiga a denúncia de suposto abuso sexual contra uma jovem que era menor de idade à época dos fatos narrados.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 6, Soraya afirmou que “a apuração dos fatos segue sob a responsabilidade da Justiça, a quem cabe conduzir o inquérito e adotar as providências cabíveis”.

O deputado José Medeiros (PL-MT) ironizou: “Malandro, quando vê que vai cair, deita. Isso é algo muito sério”.

O senador Márcio Bittar (PL-AC) classificou as acusações como “uma aberração”. Em conversa com a coluna, disse que a inocência de Gaspar será comprovada, e o episódio poderá representar uma virada de jogo e expor, nas palavras dele, o que considera ser o “jogo sujo da esquerda”.

“Ele é inocente: eu tenho certeza absoluta. Essa turma não tem pudor”, afirmou.