Davi Alcolumbre se mexe para evitar o destronamento.

No Senado, até entre parlamentares considerados do “time de Davi”, avançam os comentários de que o senador do Amapá atravessa um momento de enfraquecimento político.

“Embora seja um fênix, ele está perdendo força”, sentenciou um senador do Centrão.

O sintoma mais recente foi justamente a disposição para recuar e se reaproximar de Lula, de quem, segundo interlocutores, pediu apoio para a reeleição ao comando do Senado.

O senador sabe que a mudança na composição da Casa após as eleições de outubro tende a deslocar o Senado para a direita, que já tem como pré-candidatos Rogério Marinho e Tereza Cristina.

A articulação para barrar, no fim de abril, a indicação de Jorge Messias ao STF foi comemorada pela direita, mas não bastou para consolidar uma aliança política mais duradoura com essa ala do Senado.

Além disso, uma eventual eleição de Renan Calheiros e Arthur Lira para o Senado por Alagoas tende a elevar ainda mais a disputa por espaço e influência nos bastidores.

Alcolumbre continua bem avaliado entre os pares. É reconhecido pela capacidade de dialogar com diferentes grupos, pela atuação discreta nos bastidores e pela “habilidade” de distribuir emendas, digamos.

Ainda assim, senadores admitem a esta coluna, em reservado, que ele nem sempre transmite confiança, em razão do estilo considerado excessivamente “bonachão”.

Alcolumbre tentará permanecer no comando, desta vez respeitando o limite constitucional para uma nova eleição. Em Brasília, porém, cresce a avaliação de que a era do “rei Davi” pode estar se aproximando do fim.