Ronaldo Caiado (PSD) iniciou oficialmente a campanha presidencial com anúncios e convites de peso. Depois de aproveitar as crises diplomáticas do governo Lula para anunciar o ex-diretor-geral da OMC Roberto Azevêdo em sua equipe, o ex-governador mirou um flanco de apelo popular, o combate ao crime organizado, para antecipar movimentos com potencial de lhe render votos.
Nesta segunda-feira, 10, ao apresentar o plano de segurança pública de campanha, Caiado declarou a intenção de convidar o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, um dos principais nomes do combate ao crime organizado no país, para ser ministro da Segurança Pública caso se eleja presidente.
Na economia, o nome de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, é citado com frequência nos discursos do presidenciável do PSD. Caiado já até confirmou ter feito consultas ao economista. A área econômica também traz uma velha conhecida do ex-governador: Cristiane Schmidt, ex-secretária de Economia de Goiás.
Completam o time anunciado por Caiado os ex-ministros Roberto Brant, na coordenação do plano de governo, e Aldo Rebelo, na articulação política, além do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), na mobilização dos apoios. Na chapa, Caiado terá ao lado o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como candidato a vice.
Integrantes da campanha admitem que a estratégia do presidenciável, ao antecipar nomes e propostas, é medir o impacto dos anúncios no eleitorado, sair da estagnação nas pesquisas e, assim, tentar romper com a polarização — uma das metas declaradas e mais repetidas pelo candidato.

