Apesar de a maioria dos políticos estar com os olhos voltados quase que totalmente para as eleições, a semana de esforço concentrado no Congresso é uma preocupação para o governo Lula, escaldado com a aprovação das chamadas pautas-bombas, principalmente no Senado, antes do recesso parlamentar. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o ministro José Guimarães (Relações Institucionais), querem evitar “surpresas indesejáveis” e, se possível, virar a pauta do Congresso para as próximas janelas de votação, previstas para ocorrer nesta semana e, depois, entre 31 de agosto e 3 de setembro.
A ideia do governo é evitar propostas que causem aumentos de gastos e, além disso, tentar fechar um acordo no Senado para a aprovação do fim da jornada de trabalho 6×1, da PEC da Segurança e do projeto que trata da exploração de minerais críticos. Na Câmara, a articulação do Planalto é para tentar votar o projeto que criminaliza a misoginia.
O esforço inclui um novo encontro de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem o presidente estava afastado desde a rejeição do nome do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Os dois tiveram um primeiro encontro na semana passada na casa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que promoveu o início da reaproximação. Ainda não há data marcada para a nova reunião.
“Haverá uma tentativa de colocar as PECs da jornada 6×1 e da Segurança, nesse ou, no mais tardar, no próximo esforço concentrado”, disse ao PlatôBR um interlocutor do governo que participou de uma reunião chamada por Guimarães no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira, 11, com a presença de líderes governistas e do ministro Dario Durigan (Fazenda).

