Sem direito a tempo de propaganda no rádio e na televisão, a chapa do Novo à Presidência da República vai se dividir para tentar crescer nas pesquisas.

Romeu Zema ficará concentrado em sabatinas, encontros institucionais e gravações para as redes sociais. Já o vice, Eduardo Girão, rodará o Brasil levando a mensagem da chapa a rádios e TVs locais.

“O Zema vai ficar com o atacado e eu, com o varejo”, brincou Girão. “Somos complementares. Ele é mais razão. Eu sou coração. Ele foi governador e eu sou senador: as experiências do Executivo e do Legislativo juntas. E os dois são empresários, que sabem pagar imposto e gerar emprego”, disse à coluna.

Girão, que se licenciou do Senado para se dedicar à campanha, disse ainda que ambos são “missionários” na política.

“Sem tempo de propaganda, é uma realidade extremamente desafiadora, uma luta de Davi contra Golias. Mas a gente está muito otimista. Existe um sentimento crescente de justiça para todos, diante dos escândalos do Master e do INSS. Algo parecido com o tempo da Lava Jato”, afirmou.

Girão também repetiu um argumento que Zema vem usando para se apresentar como alternativa a Lula e Flávio Bolsonaro:

“Quem chegar à Presidência, para fazer o que tem de ser feito, não poderá chegar lá com rabo preso.”