O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), se pronunciou sobre a decisão do colega Alexandre de Moraes, que determinou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim. O ex-secretário é apontado como a fonte de um jornalista maranhense que publicou reportagens que incomodaram Dino.
Em nota, o ministro do STF negou as acusações publicadas pelo jornalista Luís Pablo de que ele e seus familiares estariam utilizando veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão. Afirmou também que é “alvo constante de agressões e ameaças, como é público e notório”. De acordo com o ministro, as investigações identificaram que até mesmo os veículos de sua propriedade e também veículos de seus parentes eram monitorados e seguidos. A investigação também teria apontado um acesso ilegal, por um funcionário público, a informações sigilosas.
“Foram produzidas clandestinamente imagens do ministro e da sua família, inclusive filhos que são crianças, abrangendo seus itinerários habituais e normais”, disse. “As pessoas que comandavam esse esquema não são jornalistas; exercem outras profissões”, emendou.
O posicionamento de Dino ocorre diante das críticas de entidades de imprensa à decisão de Moraes. Como o PlatôBR já mostrou, Dino segue como figura influente na política maranhense, especialmente no que diz respeito às eleições para o governo do estado. O grupo político do ministro do STF apoia a candidatura de Felipe Camarão (PT) contra o grupo do governador Carlos Brandão (MDB), ex-aliado de Dino.

