O MDB do Distrito Federal decidiu baixar as armas na queda de braço com o PL pela segunda vaga ao Senado na chapa encabeçada pela governadora Celina Leão (PP). O partido vinha trabalhando para emplacar o deputado federal Rafael Prudente, mas, nos bastidores, a tendência é que a legenda aceite a dobradinha Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) na composição. A definição, no entanto, ainda depende das articulações internas entre o PL, PP e MDB.
O MDB reivindicava espaço depois que o ex-governador Ibaneis Rocha rompeu com Celina Leão e desistiu de disputar o Senado por resistência de bolsonaristas. Rafael Prudente articulava para ser lançado ao Palácio do Buriti, mas, derrotado internamente, passou a ser tratado como alternativa para a vaga ao Senado, sem o mesmo entusiasmo — a tendência, agora, é que ele dispute a reeleição. O presidente local da sigla, deputado Wellington Luiz, reconhece não haver unidade sobre uma candidatura realmente competitiva. “Continuamos procurando, mas não surgiu ainda esse nome”, disse.
Se confirmado, o cenário favorece a dobradinha bolsonarista puro-sangue do PL. Com o MDB fora da jogada, a candidatura de Bia Kicis ganharia musculatura para receber o segundo voto na chapa integrada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como primeira opção do eleitorado de direita e com Celina Leão para continuar no comando do Distrito Federal.
O jogo ainda não está finalizado e a composição concreta da chapa majoritária só deve ser revelada no dia 15 de agosto, prazo limite para que os partidos apresentem as atas definitivas e formalizem o registro na Justiça Eleitoral.
Em tempo: Bia Kicis e Rafael Prudente foram procurados pela coluna, mas não retornaram o contato até a mais recente atualização desta reportagem.

