O ato de lançamento da campanha de Lula neste domingo, 16, focado na figura do presidente e com ares de “Arquivo Confidencial”, tem razão de ser.

O PT já detectou o que se diz em Brasília há tempos: é o lulismo que garante a força do petismo na disputa presidencial.

Em outras palavras, o PT sem Lula, obviamente, perde musculatura — algo semelhante ao que já ocorre com o bolsonarismo sem Jair.

Em 2026, as pesquisas para os governos estaduais no Nordeste, berço eleitoral do PT, ajudam a explicar esse diagnóstico.

Dos cinco candidatos petistas na região, somente um, Rafael Fonteles, no Piauí, aparece confortável, inclusive com possibilidade de garantir a reeleição já no primeiro turno.

Nos demais estados, os nomes do PT enfrentam situações mais difíceis.

Felipe Camarão, no Maranhão, depende de uma base governista dividida. Cadu Xavier aparece atrás no Rio Grande do Norte. No Ceará e na Bahia, Elmano de Freitas e Jerônimo Rodrigues travam disputas apertadas com Ciro Gomes e ACM Neto, respectivamente.

O cenário não é bom para o PT pós-Lula: até no eleitorado mais cativo do partido, as pesquisas começam a indicar uma distinção mais clara entre Lula e o PT.