O presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou a visita ao navio-sonda da Petrobras, no município de Oiapoque (AP), em um ato de campanha, que coroou a reaproximação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), um dos principais defensores da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas.
O petista ainda aproveitou o evento para reeditar a imagem com as mãos besuntadas de petróleo, famosa quando a Petrobras descobriu as reservas em águas profundas. Dessa vez, ele estava acompanhado da presidente da estatal, Magda Chambriard, e do ministro Eduardo Silveira (Minas e Energia).
No discurso que fez durante o anúncio da descoberta, Lula afirmou que foi pressionado por ambientalistas, por órgãos multilaterais e por outros países contra a exploração de petróleo na foz do Amazonas e disse que o assunto é de “soberania nacional”, mais um elemento para seu discurso nacionalista de campanha.
Impactos para a Petrobras
Na prática, o petróleo encontrado no Amazonas é um sinal positivo para Petrobras, mas ainda é cedo para comemorações efusivas. Esse, aliás, foi o tom adotado pela presidente da companhia. Segundo Magda Chambriard, o momento agora é de dimensionar o tamanho da reserva, o que garantirá ou não a viabilidade de extração.
“Tem petróleo, tem descoberta, a gente ainda não sabe quanto. Nós vamos continuar investindo, continuar explorando, e o futuro vai dizer o quanto o Amapá pode nos oferecer”, disse.

