O candidato ao governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) afirmou à coluna nesta quinta-feira, 20, que já esperava ter a candidatura impugnada pela Procuradoria Regional Eleitoral do DF, vinculada ao MPF (Ministério Público Federal). O ex-governador está inelegível até dezembro de 2030 e só poderia concorrer novamente em 2034.
Segundo Arruda, a impugnação da sua candidatura, ainda que esperada, “não tem pé nem cabeça”. Ele defende que está elegível com base na flexibilização da Lei da Ficha Limpa aprovada e sancionada em setembro do ano passado.
“Eu tenho couro grosso. Já era esperado, mas o próprio Ministério Público reconhece a validade da lei. Não tem jeito, é para criar marola. Não tenho dúvida que minha candidatura está regular”, disse o ex-governador à coluna, atribuindo a decisão à atuação de seus adversários na corrida ao Palácio do Buriti. “Isso é coisa do Gustavo Rocha, querendo me tirar no tapetão”, prosseguiu, referindo-se ao vice da chapa de Celina Leão (PP).
O MP defende que Arruda não pode concorrer, uma vez que foi condenado em seis processos por improbidade administrativa. As condenações envolvem esquemas de desvio de recursos públicos e pagamento de propina em contratos de informática e prestação de serviços ao governo do Distrito Federal.

