Chamou a atenção de lideranças políticas em Brasília, na semana passada, o fato de Renan Santos não ter citado, em momento algum, o nome de Deus durante o debate da Band ou na sabatina do Jornal Nacional.

O estranhamento se deve ao fato de a direita brasileira ter se sustentado e crescido, nos últimos anos, alicerçada no cristianismo, sobretudo entre os eleitores evangélicos.

Depois que críticas à religiosidade — ou à suposta falta dela — de Renan começaram a circular nas redes sociais, o candidato do Partido Missão à Presidência da República gravou um vídeo para explicar sua relação com a fé.

Na gravação, Renan conta que nasceu em um lar cristão, com referências católicas e evangélicas, mas que se afastou desse caminho ao longo da vida, “se achando muito espertinho”. Em 2011, porém, segundo ele, voltou a se aproximar da espiritualidade, especialmente após a leitura de Confissões, de Santo Agostinho.

Renan também mostra uma foto de seu batismo na Igreja Católica, realizado no ano passado, e afirma que optou por não tornar o episódio público como forma de propaganda eleitoral.

“Não vou fazer proselitismo nem ficar falando de religião durante as eleições”, comentou.

Apoiadores de Flávio Bolsonaro, principalmente, continuam ajudando a viralizar mensagens em que Renan Santos se declarou favorável ao aborto, além de imagens da tatuagem de inspiração mitológica que o candidato do Missão tem nas costas.