A inteligência da SSP-DF (Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal) monitora a organização de manifestações previstas para o 7 de Setembro em Brasília e trabalha com a possibilidade de atos de grande mobilização, paralelos ao desfile cívico na Esplanada dos Ministérios.

A avaliação da área de inteligência é de que o cenário deste ano será influenciado pela crise sem precedentes envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente pelas manifestações contra o ministro Alexandre de Moraes. Soma-se a isso a percepção, entre integrantes da pasta, de que esta poderá ser a última grande mobilização de apoiadores antes do primeiro turno das eleições, marcado para menos de um mês depois.

Até o momento, ao menos quatro manifestações estão previstas para a data, segundo o planejamento acompanhado pelo monitoramento da pasta, incluindo ato em frente ao BC (Banco Central), convocado pelo ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) e protesto “Fora, Moraes e Lula”, na Funarte, impulsionado pela deputada Bia Kicis (PL) e pelo distrital Thiago Manzoni (PL).

Diante da possibilidade de concentrações simultâneas, a SSP prepara um esquema para manter grupos distintos em áreas separadas e reduzir o risco de confrontos. A estratégia inclui a organização territorial dos manifestantes e a retomada de procedimentos utilizados em anos anteriores, como a revista pessoal na entrada dos atos.

“Estamos acompanhando estas manifestações da mesma maneira que ocorrem todo ano e organizando as informações para as forças de segurança. Sempre aperfeiçoamos as ações, observando os pontos que mereceram atenção, baseado nos resultados do ano anterior. Porém, algumas medidas protocolares certamente retornarão, como as linhas de revista nos atos e durante o desfile cívico”, afirmou à coluna o subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF, coronel Carlos Melo.

STF reforçará segurança
A mobilização também levou o STF a reforçar o esquema de segurança no entorno da sede da corte, em Brasília. O planejamento segue protocolos adotados em anos anteriores para grandes eventos e situações que possam representar risco às instalações do tribunal, como ocorreu em 8 de janeiro de 2023.

A operação será integrada entre o STF, a SSP-DF, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e demais forças de segurança do Distrito Federal.