Em nota divulgada nesta quarta-feira, 9, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) colocou no papel uma preocupação que já vem sendo discutida nos bastidores de Brasília: a crise sem precedentes no STF pode acabar tirando do centro da disputa de 2026 as propostas para o país.
O alerta aparece no texto “Não vamos desistir do Brasil”, assinado pelo presidente da entidade, Ricardo Alban.
A manifestação vai além de uma defesa genérica da estabilidade institucional. A CNI cobra uma reação diante dos acontecimentos recentes e deixa claro que o temor não é apenas com a política, mas com os efeitos da crise sobre a economia e a confiança nas instituições.
“Há extrema preocupação com os rumos que o país pode tomar diante dos recentes acontecimentos amplamente divulgados. Tais fatos exigem uma reação institucional vigorosa, de forma justa e responsável”, afirma Alban.
Para o presidente da CNI, “a República enfrenta um teste de integridade inédito”.
O texto deixa claro que a situação no STF pode produzir um ambiente de instabilidade insustentável.
“Os recorrentes episódios podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população nos poderes públicos é alicerce da democracia”, diz o dirigente.
A entidade defende que o país encontre um consenso para preservar a agenda de longo de prazo, que inclui metas fiscais e políticas econômicas estruturantes capazes de garantir investimentos e crescimento.
“Isso só se dará de forma justa, com amplo direito à defesa, sem que haja qualquer influência político-partidária.”
A CNI não cita nomes nem entra diretamente no embate presidencial. A mensagem da indústria é, em essência, a de que o país não pode deixar a política econômica e a agenda de desenvolvimento serem atropeladas pela crise institucional.

