O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, ainda não explicou como será a sessão da corte nesta terça-feira, 15, que poderá decidir sobre a abertura de uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes. Nos bastidores, integrantes da corte têm cobrado informações sobre o rito a ser seguido e sobre quais pontos, exatamente, estarão em discussão. Há um temor generalizado entre autoridades de Brasília de que a reunião acabe não dando respostas para a grave crise em que a corte está metida.
O ministro André Mendonça, relator do caso Master, vem insistindo para que a sessão seja pública — inclusive transmitida pela TV Justiça. Já aliados de Moraes reclamam um tratamento isonômico em relação à sessão de fevereiro para tratar das ligações de Dias Toffoli com a rede do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Àquela altura, a sessão foi fechada, embora seu conteúdo tenha vazado logo em seguida. Os ministros não declararam Dias Toffoli suspeito mediante a garantia de que ele abrira mão da relatoria do caso. Foi depois disso que, por sorteio, os inquéritos relativos ao Master acabaram redistribuídos para Mendonça.

