As decisões de Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), na condução da mais grave crise da história da corte foram vistas com otimismo por integrantes do governo, os quais apostam que as medidas servirão para “baixar a fervura” da campanha e, assim, ajudarão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha à reeleição. Para além de alimentarem essa expectativa, interlocutores da administração Lula apostam que o ministro André Mendonça não deverá ter apoio majoritário no STF quando as suspeitas que pesam sobre Alexandre de Moraes forem levadas a plenário.
Fachin marcou a sessão, aguardada com ansiedade em Brasília, para a próxima terça-feira, 15. Até esta quarta, 9, não havia ainda uma definição se a reunião dos ministros será pública ou fechada — no governo, por sinal, a preferência é para que os debates não ocorram de forma pública, o que evitaria o risco de a disputa na corte se refletir de forma ainda mais intensa na corrida eleitoral.
Lula pretende insistir no discurso de que apoia Fachin na busca por uma solução institucional. Em paralelo, a estratégia é se distanciar de Moraes, reconhecido como uma grande aliado no período em que foi o relator do processo da tentativa de golpe, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão. De acordo com interlocutores da campanha petista, caso se confirme o esperado arrefecimento da crise no STF Lula poderá voltar para o curso mais “natural” da campanha. “Poderemos voltar a investir na comparação entre os dois projetos, o nosso e o de Flávio Bolsonaro”, espera um integrante da campanha.

