A ala do STF (Supremo Tribunal Federal) que apoia o ministro Alexandre de Moraes, formada por por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino, quer garantir o voto da ministra Cármen Lúcia para barrar no plenário a abertura de uma investigação contra o antigo relator do inquérito das fake news na sessão marcada para a próxima terça-feira, 15. O apoio de Cármen seria suficiente para barrar o avanço das apurações. 

Interlocutores dos magistrados ouvidos pelo PlatôBR afirmaram que a estratégia passa por tentar convencer Cármen de que o arquivamento do pedido de investigação pode suspender a crise, ao menos por enquanto. O voto dela se tornou essencial diante da expectativa de que Toffoli se declare impedido em razão de suas ligações com o Master — ele teve de deixar a relatoria das investigações, no passado recente, por esse motivo. 

Outro ponto explorado nas conversas de bastidores com Cármen Lúcia é o de que o aval para abrir uma investigação contra Moraes pode escalar ainda mais a guerra interna e dar mais munição para a exploração política do assunto na corrida presidencial. Segundo assessores de ministros que compõem o grupo de Moraes, o presidente do STF, Edson Fachin, estaria inclinado a votar favoravelmente à abertura da investigação.

Os mapas feitos no STF e no governo contabilizam André Mendonça, Luiz Fux, Kássio Nunes Marques e o próprio Fachin na lista de ministros que penderiam para investigar Moraes.