A provocação de Sebastião Coelho (Novo) à campanha de Michelle Bolsonaro (PL) ganhou resposta. Depois de o candidato ao Senado pelo DF criticar a ex-primeira-dama por, segundo ele, ficar “fazendo dancinha” e usando “tiarinha de leoazinha” em uma carreata ao lado de Bia Kicis (PL) e Celina Leão (PP), Michelle rebateu as críticas ao afirmar que sua campanha está condicionada também à rotina de cuidados com Jair Bolsonaro. Sebastião havia defendido que ela deveria estar “na rua”, inclusive convocando manifestações em defesa do marido.
Por pertencer ao mesmo campo da direita, Michelle disse ter recebido “com surpresa” as declarações do ex-magistrado. Ela afirmou que sua candidatura e a de Bia Kicis fazem parte da estratégia definida por Jair Bolsonaro, a quem chamou de responsável pelas candidaturas da “chapa do seu coração”. Também negou qualquer plano de assumir outro cargo caso seja eleita senadora: “Se o povo me confiar esse mandato, eu o exercerei no Senado, não em outro lugar”. Sobre a própria campanha, atribuiu as limitações à necessidade de acompanhar o marido e disse que “o meu sorriso pertence ao próximo”, numa tentativa de explicar a opção por uma agenda pública marcada por manifestações de alegria e esperança.
A resposta também toca num ponto levantado por Sebastião que extrapola a estética da campanha: a escolha dos suplentes. O candidato do Novo questionou o fato de Michelle ter indicado o irmão e Bia Kicis, o filho, levantando a hipótese de que elas poderiam assumir outras funções e deixar os suplentes nos mandatos. Michelle afirma que a escolha de seu primeiro suplente partiu do próprio Jair Bolsonaro e que a segunda suplência foi discutida com ele como estratégia política.

