Cármen Lúcia é amada pelo povo, enquanto sua atuação no STF é vista com ressalvas no mundo jurídico.
A ministra apareceu em uma pesquisa Atlas/Estadão desta semana como a única integrante do Supremo com avaliação positiva superior à negativa.
O levantamento foi feito depois da sessão do dia 15 de setembro, quando, após bate-boca e troca de acusações entre os pares, Cármen pediu desculpas ao país e disse que o STF havia provocado um “mal-estar cívico”.
Única mulher atualmente no STF, Cármen é reconhecida, nas principais bancas de advocacia de Brasília, como correta, rigorosa, independente e ponderada.
Por outro lado, há críticas no sentido de que, apesar do “bom marketing”, ela faz “julgamentos políticos” e “também tem seu grupo”, ao, por exemplo, priorizar agendas com advogados amigos ou indicados por amigos.
A coluna soube, ainda, que, entre ministros críticos a ela, o comentário é de que Cármen “gosta de jogar para a plateia”.
A ministra não liga muito para nada disso e tem se mostrado cada vez mais disposta a não entrar em qualquer briga.
Em tese, ela tem mais dois anos e meio no tribunal.

