O projeto de José Roberto Arruda (PSD) de voltar ao Palácio do Buriti esbarrou, nesta quinta-feira, 24, com uma velha conhecida: a Justiça. Por 5 votos a 2, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impediu a candidatura do ex-governador ao governo do Distrito Federal e manteve, na prática, a decisão do TRE-DF que já havia negado seu registro. Relator do caso, o ministro Dias Toffoli votou contra a pretensão de Arruda. A discussão envolve seis condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora, de 2010, quando chegou a ser preso, e os efeitos das mudanças promovidas na Lei da Ficha Limpa.
A defesa, conduzida por José Eduardo Cardozo, sustentava que, pelas novas regras, as condenações decorreriam de fatos conexos e o prazo deveria ser contado a partir da primeira decisão, de 2014, o que permitiria a candidatura em 2026. O Ministério Público Eleitoral apresentou interpretação diferente: para o órgão, Arruda continuava inelegível no primeiro turno independentemente do método de contagem adotado. O argumento prevaleceu no TSE.
Arruda governou o DF entre 2007 e 2010 e pretendia retornar ao cargo 16 anos depois de deixar o Buriti pela porta dos fundos. Ele já havia tentado a candidatura na eleição passada, mas também sem sucesso. Com a decisão, o PSD terá de suspender imediatamente todos os repasses do fundo eleitoral para a campanha majoritária do agora ex-candidato. A defesa não informou se recorrerá ao STF.

