Na lavagem de roupa suja do PT nestas horas seguintes ao resultado do primeiro turno, o mesmo de sempre: a tentativa de encontrar culpados.

O bode expiatório mais fácil é a comunicação.

Mas petistas ouvidos pela coluna vão além.

Dizem que Lula fez um terceiro mandato “medíocre”, cercado por pouquíssima gente e sem conversar com ninguém.

O principal exemplo usado por aliados para ilustrar a “cabeça dura” do presidente-candidato foi a insistência em emplacar no STF o nome de Jorge Messias, derrotado pelo Senado.

Também há queixas em relação ao modelo da campanha. Lula é acusado de ter se concentrado apenas na bolha da esquerda, sem conseguir mobilizar nem mesmo ampliar sua base.

E o mais grave, no entendimento de lideranças petistas: sacrificou figuras importantes para o partido, como Gleisi Hoffmann, derrotada para o Senado no Paraná; Érika Kokay, derrotada para o Senado no Distrito Federal; e Fernando Haddad, derrotado para o governo de São Paulo.