O deputado Alberto Fraga (PL-DF), líder da bancada da bala no Congresso, afirmou ao Política em Minutos, parceria do PlatôBR com a LeoDias TV, que não guarda mágoas do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem se afastou durante o governo, na época da pandemia. Segundo Fraga, apesar do distanciamento, os dois mantêm a amizade até hoje. Cotado para o Ministério da Segurança Pública na gestão bolsonarista, o parlamentar, reeleito para o sexto mandato, classificou como um “livramento” não assumido a pasta. 

“Foi um livramento. Se eu fosse ministro da Justiça ou da Segurança Pública, estaria preso até hoje, que nem o Anderson Torres, por causa do 8 de Janeiro. Eu me livrei de uma boa”, disse o bolsonarista na entrevista, emendando a defesa ao ex-presidente preso e condenado no âmbito da trama golpista. “Eu acho uma estupidez chamar aquilo de golpe. Não existe golpe de Estado sem a presença das Forças Armadas. E a história vai desmentir tudo isso.”

Fraga era o nome de Bolsonaro para chefiar a Segurança Pública de seu governo. Em maio de 2019, o ex-deputado, amigo e interlocutor do presidente, aparecia em primeiro lugar na bolsa de apostas para assumir a nova pasta, que nasceria do desmembramento do Ministério da Justiça, ideia levada ao presidente por secretários estaduais de Segurança. A indicação, porém, esbarrou em Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato que veio a chefiar a pasta no início da gestão bolsonarista.

Moro havia exigido a unificação das duas áreas num superministério antes de assumir o cargo, se opôs a desmembrar a pasta e entrou em rota de colisão com o parlamentar brasiliense. Deste sim, Fraga parece guardar mágoa. “O Sérgio Moro deu um piti, e deu no que deu. Eu falei que ele estava parecendo um menino buchudo.”