A campanha pelo GDF (Governo do Distrito Federal) entrou no segundo turno com mais confrontos abertos. Na quarta-feira, 8, Celina Leão (PP) classificou como “a maior baixaria do planeta” os cartazes apócrifos que apareceram colados em vários pontos movimentados da capital federal, O material continha a frase “Celina Leão corrupta”. Ao PlatôBR, a governadora atribuiu a ação ao PT. “Já recebemos a informação. Não acontecia isso desde a época do Roriz, quando o PT também encabeçou essas mesmas estratégias de muito baixo nível. Só posso lamentar”, disse.
A campanha de Leandro Grass (PT) nega ter produzido, colado ou distribuído o material apócrifo, que é proibido pelas regras eleitorais, e disse que “não é responsável” pela ação. A PCDF (Polícia Civil) investiga dois homens que foram filmados enquanto colavam os cartazes em Sobradinho. Não há como confirmar se a dupla é responsável também pela ação em todo o DF. Segundo Celina, há indícios de que houve orientação do time adversário. “É a polícia que vai confirmar ou não”, emendou. A defesa da campanha da governadora acionou também o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral) sobre o caso.
Em meio à investigação sobre a autoria doo material, Grass usou as redes sociais para voltar a questionar Celina Leão sobre os prejuízos bilionários acumulados pelo BRB e revelados após a divulgação do inquérito da Polícia Federal que investiga as negociações entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília. Durante a gestão de Costa, que permanece preso na Papuda, Celina era a vice-governadora de Ibaneis Rocha (MDB).
Os ataques ocorrem justamente quando Celina tenta transformar a vantagem da larga eleitoral em reeleição. No primeiro turno, a governadora recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos eleitores aptos, e ficou apenas 168 votos abaixo dos 825.698 necessários para renovar o mandato no comando do Palácio do Buriti. Por sua vez, Grass recebeu 569.930 votos, similar a 34,47% dos brasilienses aptos durante a eleição do último domingo, 4.
De acordo com a Justiça Eleitoral, a votação poderia ter sido encerrada logo no primeiro turno. É que 26.603 eleitores digitaram 22 para o cargo governador, dígitos atribuídos ao PL. Apesar da proximidade com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, aliadas do PL e eleitas senadoras, Celina concorre ao GDF com o número 11, registrado pelo partido Progressistas. Os votos acabaram anulados. A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na noite de 8 de outubro, mantém Celina Leão na liderança entre os brasilienses. a governadora é preferida por 55% dos eleitores, contra 37% de Grass. O número representa 60% a 40% dos votos válidos, respectivamente.

