Flávio Bolsonaro repetiu, no debate da Band, uma estratégia que Donald Trump usou em um confronto televisivo com Kamala Harris na última eleição americana.
Toda vez que Lula ia falar, o candidato do PL se posicionava atrás, em segundo plano, movimentando-se e fazendo gestos de negativa com a cabeça e as mãos.
O objetivo principal era tirar o foco de quem estava assistindo e impedir que o adversário explorasse aqueles trechos em cortes nas redes sociais. Fernando Haddad também adotou essa estratégia em debate com Tarcísio de Freitas no primeiro turno.
No caso específico deste domingo, 18, havia outro motivo: Flávio quis explorar o peso da diferente de idade entre os dois sem dizer nada e, apenas com a imagem, mostrar “mais vitalidade”.
Flávio foi aconselhado a não pisar neste terreno com as palavras, para não ser acusado de etarismo e acabar favorecendo Lula. Mas também sabia que aparecer no mesmo enquadramento do petista permitiria ao eleitor perceber a diferença entre os dois: Lula tem 80 anos; Flávio, 45.
A campanha do PL acredita que esse é um ponto crucial para estimular o voto pela “mudança” e pela “novidade”.

