Antes de decidir se seria realmente candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) dizia o que pensava sobre o assunto em reuniões fechadas do partido e em conversas informais nos corredores do Congresso.

Ele admitia “não ter condição” de assumir a função, segundo relatos feitos à coluna.

O vaivém deixou aliados inseguros, mas Cleitinho acabou conseguindo emplacar a candidatura e se eleger para comandar o segundo maior colégio eleitoral do país.

Foi eleito no primeiro turno, com 55,40% dos votos: 6,3 milhões de votos que deixaram para trás nomes como Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB).

Pois bem.

Cleitinho nem assumiu o governo e já tem gente em seu entorno falando em renúncia em pouco tempo.

“Ele não vai dar conta. Ele mesmo vai pedir para sair”, aposta um político do estado.

Nos bastidores, circula até a tese de que, desde o início, o plano era este: abrir espaço, em algum momento, para o vice assumir o governo.

O vice de Cleitinho é Luís Eduardo Falcão, também do Republicanos e ex-prefeito de Patos de Minas. Cleitinho escolheu Falcão para coordenar a comissão de transição com a gestão de Mateus Simões, atual governador.