Na reta final do segundo turno, 61 bispos católicos divulgaram uma carta em defesa do voto dos fiéis em Lula.
O documento, datado desta quinta-feira, 22, afirma que os bispos que assinam o texto estão “em comunhão com a CNBB”, entidade que se diz apartidária e defende que a Igreja não deve indicar candidatos.
Os religiosos, numa estratégia evidente, evitam citar os nomes dos dois que disputam a segunda rodada das eleições, mas deixam explícita a preferência pelo presidente e candidato à reeleição.
“Não podemos nos manter neutros, a fim de que nossa consciência ou a história não nos condenem no futuro”, afirma um trecho da carta.
O texto termina pedindo voto “em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres e dos ensinamentos da nossa Igreja”.
Praticamente todos os bispos que gravaram vídeos “em defesa da soberania” às vésperas do primeiro turno, sem qualquer surpresa, assinam o documento.
Há menos de um mês, a CNBB divulgou uma nota oficial afirmando, entre outras coisas, não integrar “qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura”.
Agora, os bispos põem suas digitais. Melhor assim. “Pois tudo que está escondido será revelado”.

