Às vésperas do segundo turno, a CNBB vive um clima de Sexta-Feira da Paixão.

Um grupo de bispos da ala progressista resolveu malhar Flávio Bolsonaro e coroar Lula antes de as urnas abrirem neste domingo, 25.

Depois que o PlatôBR noticiou esse movimento, a CNBB divulgou uma nota oficial alfinetando os chamados “bispos vermelhos”.

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) esclarece que, conforme disposto em seu Estatuto Canônico, a competência para agir e se pronunciar oficialmente em nome da instituição é atribuída à Assembleia Geral, ao Conselho Permanente e à Presidência”, afirma a nota.

Em resumo, a entidade quer dizer algo como: “Peraí, esses aí não falam por nós”. Na mensagem divulgada pelos bispos pró-Lula, como registramos, há uma menção explícita à CNBB: eles destacam que se pronunciam “em comunhão com a CNBB”.

Há outros textos que circulam entre o clero, além deste noticiado pela coluna, igualmente defendendo um posicionamento da Igreja Católica contra Flávio Bolsonaro.

A reação institucional nesta sexta-feira, 23, da própria CNBB não foi a única.

O bispo Antonio Carlos Rossi Keller, da Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, divulgou um longo e duro texto lembrando que “a Igreja não tem partido”, que “o púlpito não é palanque” e que “o altar não é comitê”.