O consumidor que tem o hábito de abrir uma garrafa de vinho encontrou um cenário diferente em outubro. Depois de quatro meses consecutivos de recuo, o preço da bebida voltou a subir, avançando 1,23% na comparação com setembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE. O resultado contrasta com o comportamento mais suave da inflação geral, que teve alta de apenas 0,09% no período.

No acumulado de 2025, o produto registra elevação de 1,76%, avanço ainda moderado frente aos 3,73% do índice geral. Em 12 meses, a diferença permanece clara, com a bebida subindo 2,49%, pouco mais da metade da inflação acumulada (4,68%).

Depois das altas registradas no início do ano, sobretudo entre janeiro e março, os reajustes perderam força na virada para o segundo semestre. O vinho registrou quedas sucessivas: 1,60% em junho, 0,09% em julho, 0,93% em agosto e 0,26% em setembro. No conjunto, o trimestre marcou recuo acumulado de 2,6%.

No horizonte de 12 meses, a desaceleração fica ainda mais evidente. Em fevereiro, o produto chegou a registrar alta anual de 4,77%. Desde então, o ritmo cedeu, passando por oscilações, até chegar aos 2,49% que encerraram outubro.