A versão defendida e encampada pelos auxiliares do presidente Luiz Inácio da Lula da Silva é de que o envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do banco Master tende a esfriar com o esvaziamento do Congresso nas próximas semanas, diante das festas juninas.

Apesar disso, nos bastidores, o temor no Palácio do Planalto é de que o parlamentar “sangre” e contamine a percepção do eleitorado sobre o governo, com efeitos negativos sobre as intenções de votos do petista para as eleições de outubro. 

Auxiliares de Lula confidenciaram ao PlatôBR que o risco real é de que a investigação da Polícia Federal sobre Wagner, que tem forte ligação com Lula, seja suficiente para abalar a credibilidade do presidente. Além disso, a eventual demora em substituí-lo pode soar como conivência de Lula com os possíveis crimes apurados pela PF.

A divisão nos corredores do Planalto é clara: uma ala defende que a resposta seja rápida, com um pedido de Wagner de afastamento da função de líder para apresentar sua defesa. Outra ala afirma que o parlamentar não pode ser jogado aos leões e deve ser defendido pelo governo.